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domingo, 14 de novembro de 2010

HISTÓTIA

A BORBOLETA E O CAVALINHO




Essa é a historia de duas criaturas de Deus que 
viviam, numa floresta.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na 
verdade, não tinha praticamente nada em comum, mas 
em certo momento de suas vidas se aproximaram e 
criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos 
da floresta enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, 
tinha grandes limitações, não era bicho solto que 
pudesse viver entregue à natureza. Nele certa vez, 
foi colocado um cabresto por alguém que visitou a 
floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade 
de muitos outros animais e a liberdade de voar por 
toda a floresta, gostava de fazer companhia ao 
cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não 
era por pena, era por companheirismo, afeição, 
dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando 
levava sempre um coice, depois e guardar dentro do 
seu coração o sorriso. Sempre o cavalinho insistia 
com a borboleta que lhe andasse a carregar o seu 
cabresto por causa do seu enorme peso. Ela, muito 
carinhosamente, tentava de todas as formas ajuda-
lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela 
uma criatura tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a 
borboleta não apareceu para visitar o seu 
companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que 
ainda estava em se livrar do cabresto. E vieram 
outras manhãs e mais outras e milhares de outras, 
até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se 
só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. 
Resolveu então sair do seu canto e procurar por 
ela. Caminhou por toda a floresta a observar cada 
cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a 
encontrou. Cansado, se deitou embaixo de uma 
árvore. Logo em seguida um elefante se aproximou e 
lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a 
procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que me 
disse que também era sua amiga e falava muito bem 
de você. Mas afinal, qual borboleta que você está 
procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que 
sobrevoava a floresta todos os dias visitando 
todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu 
estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já 
faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, 
um cavalinho, assim com você , e todos os dias 
quando ela ia visitá-lo , ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos 
perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela 
jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para 
saber quem era o autor daquela malvadeza e ela 
respondia que só ia falar das visitas boas que 
tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava 
com a maior alegria de você. Nesse momento, o 
cavalinho já estava derramando muito lágrimas de 
tristeza e arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você 
deve estar sofrendo. Ela sempre me disse, que você 
era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os 
coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que 
ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito 
doente, triste, sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus 
últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram 
lhe avisar, mas ela disse o seguinte:


"Não perturbem meu amigo com coisas pequenas , ele 
tem um grande problema que eu nunca pude ajuda-lo 
a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, 
então será cansativo demais para ele vir até aqui."
Você pode até aceitar os coices que lhe derem 
quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em 
algum momento de sua vida, as feridas que eles vão 
lhe causar, não serão mais possíveis de serem 
cicatrizadas.
Quando ao cabresto que você tiver que carregar 
durante a sua existência, não culpe ninguém por 
isso afinal, muitas vezes, foi você mesmo que o 
colocou em seu dorso.
Muitas vezes machucamos as pessoas que só nos 
querem ajudar, mas do alto da nossa arrogância e 
ignorância nem percebemos o que fazemos. Realmente 
esse texto nos faz pensar sobre nossas condutas, 
no trabalho, com a família, no auxílio ao 
próximo.... Sem importar se somos doutores ou 
simplesmente operários... Operários da vida... 
Ainda há tempo para mudar! Só depende de nós!

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